Propostas de reflexão teológica e filosófica, como também apresentação de crônicas, poemas, etc.
terça-feira, 10 de julho de 2012
PLATÃO X ARISTÓTELES
PLATÃO E O PROBLEMA DO CONHECIMENTO
Platão considerou-se habilitado a resolver os problemas filosóficos quando elaborou a teoria das ideias. A intuição fundamental de Platão foi que as imagens existem porque existem as ideias; tudo quanto experimentamos no mundo do sensível é reflexo de uma dimensão superior. Uma coisa é bela porque participa da Beleza; é verdadeira porque participa da Verdade; é boa porque participa da Bondade; é humana porque participa da Humanidade, considerando-se que as realidades do mundo sensível (as imagens) não esgotam a natureza de suas ideias. O mundo sensível é causado por sua participação no mundo intelectual. Existindo o mundo sensível, entende-se que existe, por sua vez, o mundo intelectual.
terça-feira, 19 de junho de 2012
A NECESSIDADE DE ESTUDAR PORTUGUÊS
O suposto acontecimento da Torre de Babel, relatado no livro bíblico de Gênesis, capítulo 11, segundo o relato bíblico: momento em que o ser humano deixou de falar uma mesma língua, originando-se, naquela instância, uma diversidade linguística que acompanha o homem até hoje, atende, como explicação da origem das línguas, somente ao interesse religioso ortodoxo, que reflete a visão limitada do escritor bíblico, devido ao seu escasso conhecimento do fenômeno linguístico. A confusão babélica dificultou a comunicação entre os homens e, neste sentido, tem fundamento, pois a existência das diversas línguas força o estudo linguístico para que seja possibilitada a compreensão de outras formas de expressão linguística.
Entre os que falam a mesma língua, e aqui reside o paradoxo, existe, em muitas circunstâncias, confusão, uma verdadeira "babel". Se os falantes de um mesmo idioma não se desentendem no plano formal de sua língua, ou seja, em tese quem fala português no norte do país será entendido também no sul do Brasil, por outro lado, fato é que existem nuances no plano da expressão (seja na fonética, na morfologia, na sintaxe) e no plano do conteúdo que possibilitam os desencontros linguísticos não só entre falantes de uma mesma região, como também de regiões diferentes. É justamente para eliminar os desencontros linguísticos que se faz necessário o estudo não só do idioma materno, como também de outros idiomas, se necessário.
De início, o estudo da própria língua faz-se necessário para habilitar o falante a uma melhor comunicação oral. Sendo a comunicação o motivo básico da língua, a oralidade vem como prioridade de aprendizagem. Dá-se dessa forma em virtude de que o maior tempo de nossa vida transcorre-se em diálogo com nossos circunstantes. Em casa, na escola, no trabalho, no trânsito, no supermercado, onde quer que seja quase tudo é oralidade. Ora, o estudo da língua habilita o falante a uma melhor convivência, não somente nos aspectos gramaticais, mas também e especialmente quanto aos condicionamentos linguísticos que possibilitam uma melhor argumentação.
Além deste importantíssimo fator, habilitar a uma melhor oralidade, acrescente-se um fator que é marcante na contemporaneidade. Se no passado a comunicação escrita tinha uma exigência considerável, hoje, muito mais, em virtude do desenvolvimento intelectual da humanidade e da necessidade de domínio de relativa habilitação para o uso de documentos formais. Acrescente-se ainda o fato de que cada vez mais as profissões exigem conhecimento da norma culta para uma melhor comunicação formal.
Em última instância, o estudo da própria língua, além de possibilitar ao falante uma melhor compreensão por parte de seus circunstantes, habilita-o a poder entendê-los melhor. É bem verdade que nem todos levam a sério este estudo. Mas é também verdade que o estudo da própria língua, tanto científica como gramaticalmente, condiciona-o a entender os seus interlocutores, quer usem a norma culta, ou façam uso de variantes, muitas vezes exóticas.
Por que estudar a própria língua? Nada mais, nada menos, porque é com este estudo que a nossa comunicação será bem sucedida e poderemos alcançar nossos objetivos, o que, de outro modo, seria praticamente impossível.
19 de junho de 2012
Willians Moreira Damasceno
segunda-feira, 11 de junho de 2012
A ONISCIÊNCIA DIVINA E O PROBLEMA DO MAL EM LEIBNIZ
A onisciência de Deus funda-se em sua onipotência em decretar
quarta-feira, 14 de março de 2012
CONCLUSÃO PARCIAL SOBRE O PROBLEMA DO MAL EM LEIBNIZ
Após as abordagens sobre "O Problema do Mal em Leibniz", chega-se à conclusão de que Leibniz não resolveu o problema do mal, antes, de certa maneira, deixa-o agravado. Leibniz repetiu o que séculos anteriores testemunharam ante a tentativa de responder a questões atinentes ao fenômeno do mal, mas não sem dar sua contribuição criativa em muitas considerações. Embora as contribuições de Leibniz para a solução do problema, via de regra, sejam mais uma tentativa de acomodação ao entendimento da cristandade do que irrefutáveis respostas filosóficas, o filósofo conseguiu atiçar a reflexão, pois suas conclusões são, sem dúvida, muito instigantes. Leibniz sustentou a teologia tradicional com uma filosofia que se ajoelhava ante as opiniões dominantes, respaldadas pelos governantes políticos e religiosos. Assim, o problema do mal quedou, mais uma vez, sem resposta definitiva. O que não é de se estranhar. Em todo o sistema leibniziano, patenteia-se a tentativa de acomodar a sua filosofia à sua teologia. Ou, como era seu desejo, compatibilizar fé e razão. Sua teologia e sua filosofia, fundadas em pressupostos cristãos e em pressupostos filosóficos antigos, não se prestam suficientemente a uma fundamentação filosófica para à questão do mal, pois que se apresentam apenas "recitando" a revelação com um filosofês arremedante de uma teologia tradicional.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (A bibliografia aqui apresentadas refere-se a todas as postagens sobre "O Problema do Mal em Leibniz")
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
AGOSTINHO. O livre-arbítrio. São Paulo: Paulus, 1995.
AQUINO, São Tomás. Suma teológica. I Tomo. São Paulo: Faculdade de Filosofia "Sedes Sapientiae", 1954.
CAIRNS, Earle E. O cristianismo através dos séculos: uma história da igreja cristã. 2ª ed. São Paulo: Vida Nova, 1995.
ESTRADA, Juan Antônio. A impossível teodicéia: a crise da fé em Deus e o problema do mal. São Paulo: Paulinas, 2004.
GERHARDT, C.I. (org.) Die Philosophischen Schriften von Leibniz. 7 vols. Hildesheim: Olms. 1996
JOLLEY, Nicholas. The Cambridge Companion to Leibniz. New York/USA: Cambrigde University Press,1998.
LAÉRCIO, Diógenes. Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres. 2.ed. - Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1977. 357p.
LEIBNIZ, Gottfried Wilhelm . Discurso de metafísica. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 127-129; p. 144-146.
LEIBNIZ, Gottfried Wilhelm. Novos ensaios sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1984.
LEIBNIZ, G. W. Sobre a liberdade (De Libertate). (1689?). http://www.leibnizbrasil.pro.br/de_libertate.htm. Acesso em 08/03/2006.
LEIBNIZ, Gottfried Wilhelm. Monadologia; discurso de metafísica e outros textos. 2ª ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983.
LEIBNIZ, Gottfried Wilhelm. Novos ensaios sobre o entendimento humano. In. OS PENSADORES. São Paulo: Editora Nova Cultural Ltda, 1996.
LEIBNIZ, G. Wilhelm. Theodicy: essays on the goodness of God, the freedom of man, and the origin of evil. LIBRARY OF CONGRESS CATALOGING-IN-PUBLICATION DATA - PROJECT GUTENBERG. http://www.gutenberg.net – acesso em 05 de abril de 2006.
LUCIEN, Jerphagnon. História das grandes filosofias. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
MARQUES, Edgar. Necessidade e contingência em Leibniz e Arnauld. In Kriterior, nº. 98, Jan/98 a Jun/98, p. 212-226. Belo Horizonte, 1998.
MURRAY, Michael. Leibniz on the problem of evil. In. Stanford Encyclopedia of Philosophy. http://www.plato.stanford.edu/entries/leibniz-evil/ – Copyright © 2005 (cópia da Internet em 10/04/2006).
PLOTINO. Enneadas. Milano: edizione Bompiani Il Pensiero Occidentale, aprile 2000.
RICOEUR, Paul. O mal: um desafio à filosofia e à teologia. Campinhas, SP: Papirus, 1988. 53 págs.
RUSSEL, Bertrand Arthur William. A filosofia de Leibniz: uma exposição crítica. São Paulo: Editora Nacional, 1968.
RUTHERFORD, Donald. Leibniz and the rational order of nature. New York/USA: Cambrigde University Press,1998.
terça-feira, 13 de março de 2012
O MAL AGRAVADO PELO PROBLEMA DO LIVRE ARBÍTRIO
CONTINUAÇÃO DO TÍTULO " O PROBLEMA DO MAL EM LEIBNIZ"
O MAL AGRAVADO PELO PROBLEMA DO LIVRE ARBÍTRIO
domingo, 11 de março de 2012
A HARMONIA PREESTABELECIDA
sábado, 10 de março de 2012
CONTINUAÇÃO DO TÍTULO " O PROBLEMA DO MAL EM LEIBNIZ"
Continua em "A HARMONIA PREESTABELECIDA"
sexta-feira, 9 de março de 2012
O PROBLEMA DO MAL EM LEIBNIZ
