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quarta-feira, 19 de maio de 2010

HOMEM PAVÃO

 

             Os machos de muitas espécies procuram de todas as formas possíveis à sua peculiaridade apresentarem-se às fêmeas de modo a conquistá-las; mesmo que seja uma conquista meramente platônica, no caso dos humanos. A abordagem às fêmeas entre os humanos tanto acontece de modo consciente, como também inconscientemente. O agravante entre os humanos é quando um macho apresenta-se à fêmea de outro macho. Como a espécie diz-se civilizada, pode usar de artifícios que camuflam a sua aproximação. Mas isso só passa despercebido em certas circunstâncias para indivíduos não treinados para esse tipo de percepção.
pavão.jpgEntre as aves, o pavão expõe sua calda com suas cores maravilhosas. Nesse caso, a própria natureza é responsável por tais cores. As fêmeas vêm as penas coloridas do macho e ficam como que enfeitiçadas. Naturalmente se deixam enredar em sua retórica biotípica.

            Entre os humanos, além da retórica biotípica, há também a retórica acadêmica, que funciona em relação a muitas fêmeas. O macho se apresenta ufanando-se de seu desempenho intelectual, literário, ou de qualquer outro tipo. Em outras palavras: "Eu sou; faço e aconteço". Como as fêmeas humanas aprenderam, em muitos casos, a levarem em consideração não só o biotipo físico, que garantiria uma prole privilegiada, também consideram outras possíveis vantagens daquele macho, que as poderão enredar numa relação. Enquanto a aproximação do macho acontecer com fêmeas descompromissadas, tudo pode ir bem. Porém, se há envolvimento com fêmea compromissada, começa uma saga de conflitos.

            As cores do "homem pavão" podem atrair também o macho da fêmea compromissada. Daí ao conflito falta pouco. Piora se a fêmea fizer feedback com o macho colorido. O problema é que o colorido desse macho não lhe é dado pela natureza; é resultado de sua estratégia de aproximação galanteadora. Colorido aquele que poderá se dissipar após a conquista realizada. E lá se vai o macho...

            Se a natureza seguir o seu curso no que concerne à aproximação sexual, o que poderá acontecer em situação como esta?

            Não se pode deixar de considerar que há humanos que se pavoneiam não só como estratégia de aproximação sexual, mas também para atraírem a atenção dos demais, de ambos os gêneros, face aos complexos psicológicos-emocionais os mais diversos.

            Cada um que se cuide, face à circunstância em que se encontrar.

            Saúde para você nas relações humanas!

Willians Moreira

terça-feira, 18 de maio de 2010

AFINIDADES ELETIVAS

 

Tanto o livro "Afinidades Eletivas", do grande Johann Wolfgang Von Goethe,  como o filme homônimo conseguem criar expectativa quanto ao desfecho da trama. O filme é uma adaptação do clássico de Goethe, dirigido por Paolo e Vittorio Taviani. O filme narra uma história trágica acontecida no século XVIII, na região de Toscana, Itália. Um casal rico hospeda uma afilhada da mulher e um amigo do esposo. A trama coloca os quatros personagens em situação afetiva terrivelmente desesperadora. O ápice da história é de conflitos existenciais perceptivelmente sugeríveis à reflexão. Devido às afinidades percebidas entre os circunstantes, surgem paixões avassaladoras e a situação se torna cada vez mais intrincada. O resultado é de desastres físicos e emocionais.

Considerando-se que o livro de Goethe é riquíssimo em detalhes esclarecedores da subjetividade dos personagens, o filme não repassa a contento tal característica, claro. Até por que não seria possível. Mesmo não sendo uma obra prima, o filme consegue chamar a atenção do expectador de forma completa.

Parece-me que o intento de Goethe era chamar a atenção para as possibilidades de relações entre homens e mulheres, não só nos aspectos sexuais, como também aspectos psicológicos e morais. O que, segundo me parece, ele o conseguiu muito bem.

Vale a pena assistir ao filme.

Willians Moreira


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Eu não sei fazer música, mas eu faço.
Eu não sei cantar as músicas que faço, mas eu canto.
Ninguém sabe nada!
Ninguém sabe nada!
Ninguém sabe nada!" (TITÃS)

domingo, 9 de maio de 2010

TEMA DO FILME DJANGO - The_Good_the_bad_the_ugly

videoPor causa deste vídeo, lembrei-me das tardes de domingo, década de 70, século passado, quando ia ao cinema ver filmes de Far West - Filmes de caubóis e índios.
Saudade sem saudosismo!
WM