Propostas de reflexão teológica e filosófica, como também apresentação de crônicas, poemas, etc.
sábado, 28 de maio de 2011
AO DESPERTAR
terça-feira, 10 de maio de 2011
REFLEXÃO
segunda-feira, 9 de maio de 2011
TEOLOGIA LIBERAL
A interpretação racionalista do Novo Testamento foi chamada de Teologia liberal. Esse tipo de interpretação trabalhava com um método de investigação histórico-crítico das fontes bíblicas e da teologia. Este método reflete, sem dúvida, a mente Iluminista. Essa interpretação surge do diálogo do liberalismo com a reflexão protestante, como também estava sob a influência de correntes filosóficas específicas, como o kantismo e o hegelianismo, sem esquece da influência dos filósofos deístas[1].
Desde o início do século XIX, já encontramos Baur, Strass Bauer, que usam deste método racionalista na análise bíblica. Estudiosos como Albrecht Ritschl, Herrmann, Wellhausen, Harnack e Troeltsch foram expoentes deste tipo de interpretação.
As características básicas da Teologia Liberal[2] podem ser apresentadas como: a) Uso do método histórico-crítico; b) relativização da tradição dogmática da Igreja; e c) ênfase numa compreensão ética do cristianismo.
Pode-se encontrar um otimismo na Teologia Liberal na perspectiva de conciliar a religião com a cultura. Dois estudiosos, Harnack com "A essência do cristianismo" e Troeltsch com "A absolutidade do cristianismo" são expressões deste otimismo.
Teólogos como Barth e Bultmann foram alunos de Harnack, sendo por algum tempo teólogos liberais.
Adolf Harnack (1851-1930) foi um dos expoentes da interpretação teológica do século XIX que adentrou o século XX. Era um historiador da Igreja. No seu trabalho, "A essência do cristianismo", ele ensina: "O evangelho, como Jesus o praticou, não anuncia o Filho, mas somente o Pai."[3] Segundo o teólogo Rosino Gibellini[4], "Harnack excluía toda e qualquer cristologia eclesiástica como fruto da contaminação do pensamento grego." Harnack chega mesmo a dizer que "toda a construção da cristologia eclesiástica passa longe da personalidade concreta de Jesus Cristo"[5].
Para Troeltsch, teólogo e filósofo, o cristianismo é um fenômeno histórico, jamais devendo ser visto como a realização absoluta, incondicionada e imutável do conceito universal de religião.
A Teologia Liberal foi um estímulo para que outras reflexões surgissem, inclusive por parte de ex-liberais.
Hoje, se a estampa da Teologia Liberal não aparece abertamente, muitos são os teólogos que entendem ter sentido o método histórico-crítico de interpretação da Bíblia.
Generalizamente falando, o Princípio Hermenêutico adotado pelos teólogos liberais é o princípio do racionalismo temperado com relativismo, hegelianismo e kantismo. Prova suficiente de que não há teologia sem filosofia.
[1] HÄGGLUND, Bengt. História da teologia. Porto Alegre: Concórdia Editora LTDA, 1986. Pág 324.
[2] GIBELLINI, Rosino. A teologia do século XX. São Paulo: Edições Loyola, 1998. Pág. 19.
[3] Idem, pág. 14.
[4] Idem.
[5] Idem, pág. 14.
TEOLOGIA, EXEGESE E MÉTODOS
Teólogos e exegetas em geral consideram que a teologia é uma ciência. Claro está que não é ciência no sentido das ciências naturais ou tecnológicas. Mas é ciência no sentido de ter um procedimento definido, sistemático, objetivo. Por isto, o procedimento da teologia é positivo; jamais intensiona normatizar coisa alguma. Teólogos e exegetas buscam antes a revelação que é, e não a que desejam que seja. Como bem coloca Erickson, “a teologia precisa comportar alguns dos critérios tradicionais do conhecimento científico” (ERICKSON, 1997. Pág. 18). São critérios como um objeto definido, um método, objetividade e coerência entre as proposições do objeto em questão que tornam a teologia uma ciência.
Sendo ciência, pois, a teologia usa métodos para alcançar os seus resultados. Hodge diz que numerosos métodos têm sido aplicados à teologia e entende ele que os mesmos podem ser resumidos a três métodos: 1) Especulativo (dedutivo)[1]; 2) Místico[2]; e 3) Indutivo (HODGE, 2001. Pág. 03). Clark é do mesmo parecer que Hodge[3] quanto aos três métodos (CLARK, 1988. Pág. 19 – 21). Na verdade, existem métodos e todos são passíveis de aplicações, apesar de suas limitações na busca do conhecimento. Dizer que o método Indutivo é o “verdadeiro método da Teologia” é um juízo questionável, a não ser que esta assertiva refira-se a um uso comum do método indutivo por grande parte dos teólogos. Na contemporaneidade, como em outras épocas, outros métodos são usados pelos exegetas. São usados tantos quantos são necessários para objetivos diversos. Disso decorre que os métodos em si não são nem verdadeiros nem falsos; os mesmos são apenas instrumentos para se alcançar resultados diferentes à expensa do exegeta.
Com o método dedutivo (especulativo), uma teologia é levada a se conformar a princípios filosóficos ou teológicos previamente estabelecidos. Este método destina-se mesmo a demonstrar decorrências e a justificar pressupostos. Este método gera enunciados analíticos. Ou seja, a partir de “postulados e teoremas”[4] chega-se a uma conclusão particular (SALOMON, 2001. Pág. 157). É o inverso do método indutivo (sintético).[5] Portanto, se uma teologia tem como princípio diretor o teísmo, ou o deísmo, ou o panteísmo, ou ainda o racionalismo, ou quaisquer outros ísmos, filosóficos ou teológicos, poderá fazer com que suas conclusões particulares conformem‑se a um daqueles ísmos ou visões de mundo. Como também pode acontecer de confissões doutrinárias condicionarem os resultados do trabalho exegético. Se um teólogo dá por verdadeiros os dogmas de uma determinada confissão, necessariamente o seu falar condicionará toda a sua interpretação àquela confissão.
Para Libanio, a teologia dedutiva é uma “teologia de cima” (katáa,basij – “a partir de cima”). Significa que é uma teologia que parte de um ponto de autoridade já estabelecido de antemão (um dogma, por exemplo). Na idade Média, o exemplo basilar é o de Tomaz de Aquino (1224-1274). O doutor aquinense diz:
Uma vez que bem é tudo o que é apetecível e uma vez que a cada natureza apetece seu ser e sua perfeição, cumpre dizer que o ser e a perfeição de qualquer natureza são essencialmente bem.[6] Portanto, não pode acontecer que mal signifique algum ser, alguma forma ou natureza;[7] conclui-se, pois, que significa apenas a ausência do bem (AQUINO, 1954. Pág. 48).
A forma do raciocínio tomista é silogística.[8] Tomás de Aquino parte de uma afirmação universal, um princípio filosófico previamente estabelecido: “o ser e a perfeição de qualquer natureza são essencialmente bem” (premissa maior). Em seguida, Tomás de Aquino estabelece uma afirmação de natureza filosófica (menor). Nesse caso, Tomás de Aquino estabeleceu duas premissas menores: a) “bem é tudo o que é apetecível”; e b) “a cada natureza apetece seu ser e sua perfeição”, para concluir com “portanto, não pode acontecer que mal signifique algum ser, alguma forma ou natureza”. O que Tomás de Aquino queria com o argumento já estava estabelecido na premissa maior: a conclusão, “mal [...] significa apenas a ausência do bem”, é apenas decorrência. A finalidade não é provar o princípio universal, mas o que dele decorre (MOREIRA, 2006. Págs. 09 e 10).
Libanio mostra pontos pertinentes a respeito deste método:
A estrutura fundamental dessa teologia (dedutiva) consiste em sistematizar, definir, expor e explicar as verdades reveladas. Para isso, parte dessas próprias verdades e busca relacioná-las entre si, dentro de uma visão de globalidade, por meio da “analogia fidei”, isto é, procurando ver como todas as verdades da fé se explicam e se relacionam mutuamente.
É dedutiva porque trabalha, de modo especial, com o silogismo. Parte de afirmações universais, dos princípios da fé (maior)[9], estabelece uma afirmação de natureza filosófica (menor) e conclui por dedução uma afirmação teológica. Por exemplo, Jesus é verdadeiro homem (maior: afirmação da fé de Calcedônia); ora, um verdadeiro homem tem uma liberdade e consciência humanas (menor: verdade filosófica), logo Jesus tem uma liberdade e consciência humanas. A finalidade não é provar o princípio da fé, mas o que dele decorre (LIBANIO, 1996. Pág. 101-102).
A Teologia indutiva é dirigida por um procedimento que leva em consideração diretrizes científicas. Ou seja, não parte de assertiva já estabelecida, dogmática. O termo grego que a caracteriza é ana,basij (a partir de baixo), algo que vem da base e não de cima; em outras palavras, não é imposto. Sua reflexão surge de questionamentos oriundos da situação humana. Os dogmas dos concílios não têm a palavra final. São verificáveis tanto quanto qualquer outra afirmação humana. Para a teologia que usa o método de abordagem indutivista, os problemas surgem na vida, de baixo, e são apreendidos e compreendidos pela via da indução. Esta teologia vai da experiência à doutrina ou ao dogma (perspectiva existencialista).
[...] as perguntas que se fazem à fé nascem não da própria fé, não de um interesse em sistematizar e organizar as verdades de fé já aceitas (teologia dedutiva), mas da experiência (indutiva) (LIBANIO, 1996. Pág. 103-104).
Libanio e Clark têm conceitos divergentes sobre a natureza do método indutivo aplicado à exegese teológica. Libanio é de orientação existencialista; Clark é de orientação ordinariamente metodológica. É bem provável que os exegetas de orientação apenas metodológica não comungarão com o procedimento existencialista para o método indutivo. Mas isto fica para outras instâncias de reflexão.
Willians Moreira Damasceno
Referências Bibliográficas
AQUINO, Tomás. Suma teológica. I Tomo. São Paulo: Faculdade de Filosofia “Sedes Sapientiae”, 1954. Ed. I. H. Marshall. Exeter: The Paternoster, 1979.
CLARK, David S. Compêndio de teologia sistemática. 2ª ed. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1988.
ERICKSON, Millard J. Introdução à teologia sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1997.
HODGE, Charles. Teologia sistemática. São Paulo: Hagnos, 2001.
LIBANIO, J. B. & MURAD, Afonso. Introdução à teologia: perfil, enfoques, tarefas. São Paulo: Edições Loyola, 1996.
MOREIRA, Willians. O problema do mal em Leibniz (Monografia apresentada ao curso de filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte). Natal/RN. 2006.
SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monografia. 10ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
[1] Explicação do autor deste trabalho.
[2] Dirigido exclusivamente pelas sensações (emoções).
[3] Para conhecimento de uma abordagem bem colocada sobre os três métodos, sugerimos a leitura de Hodge, na introdução de sua teologia Sistemática.
[4] Enunciados universais.
[5] Embora didaticamente se apresente os métodos de per si, “não há método dedutivo puro, nem indutivo puro, empregados na pesquisa científica: o dedutivo, usado para problemas ‘ideais’, é precedido do indutivo, pois todo objeto ideal representa a etapa final de um processo de abstração do concreto (particular) para o genérico ou universal; por sua vez, o emprego do método indutivo no contexto da descoberta se consuma com o uso do dedutivo, desde o momento em que o pesquisador passa a agir no contexto da justificação”. (SALOMON, 2001. Pág. 157).
[6] Esta é a premissa maior; é a base do raciocínio dedutivo.
[7] Corolário das três premissas ou do argumento silogístico: decorrente do princípio filosófico previamente estabelecido – premissa maior.
[8] O silogismo é uma das modalidades do raciocínio dedutivo.
[9] Observe-se que no caso da citação feita da Suma Teológica o princípio maior é também uma verdade filosófica.
“HERMENÊUTICA, EXEGESE E HOMILÉTICA”
segunda-feira, 4 de abril de 2011
DIFERENÇA ENTRE SABER E SENTIR
PARCIALIDADE E IMPARCIALIDADE DOUTRINÁRIAS DO NOVO TESTAMENTO
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
MUDANÇA E ALTERAÇÃO DE NOME
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
BALANÇO DE AUTODOAÇÃO
domingo, 13 de fevereiro de 2011
O KOINÊ
O único termo técnico usado mais comumente como emblema para o Grego do período helenista é a palavra koinê. Esta palavra grega significa simplesmente "comum"; o significado desta palavra no contexto aqui empregado requer uma definição que suplemente a mera tradução. Grego koinê tem três qualificações distintas: 1) A qualidade temporal de ser posterior ao período do grego clássico; 2) A qualidade "comum" refere-se a não ser um dialeto, mas um amplo desenvolvimento da linguagem popular; 3) A qualidade de ser "comum" em um sentido cultural, de ser "vulgar", aqui sendo mais uma distinção entre o koinê semiliterário, que está próxima do estilo clássico, e o koinê não literário, usado pelo povo de pouca educação formal.
O primeiro sentido de koinê, o temporal, como grego falado e escrito após o período do grego clássico, tinha passado longe de encontrar seu significado no fato de ser apenas uma mudança de linguagem, mesmo porque não somos todos conscientes de mudanças na nossa própria língua. A mudança social e a variedade infinita do pensamento humano fazem ricas contribuições para o desenvolvimento e diferenciação da linguagem falada e escrita.
Essas mudanças notáveis na pronúncia e vocabulário são acompanhadas pela pequena, mas significante mudança na forma. O grego clássico foi mais sintético do que o Inglês moderno. Quando um falante de Inglês moderno diz: "I have loosed", ele usa uma linguagem analítica. Quando o grego antigo expressava a mesma ideia para dizer le,luka, ele usava uma linguagem sintética. A palavra grega foi construída pela adição de um prefixo e um sufixo à base verbal. Essas adições são chamadas "inflexão". No curso do tempo, o grego clássico tornou-se menos sintético ou com menos inflexões e mais analítico. O progresso nessa direção foi comparativamente rápido nos três séculos depois de Alexandre, o Grande, e tem continuado até o presente, embora no grego moderno não haja infinitivo, o particípio tem somente uma forma.
Mas isto não significa que não houve um padrão depois de Alexandre. O uso da prosa ática no período do grego clássico tornou-se o padrão da excelência linguística. Isto deu razão para um movimento definitivo no primeiro século a. C. – O Aticismo, uma imitação do uso ático. Mas o número de pessoas falantes da língua grega cresceu rapidamente em cada geração; uma linguagem simples e comum foi requerida por ambos, exército e império, estendendo-se sobre a Grécia, Síria, Ásia Menor, Egito e ilhas do mar. O desenvolvimento resultante fez a língua koinê linguisticamente significante para definir o grego helenístico como grego pós-clássico.
Dissemos acima que o Koinê era "comum" também no sentido de que não foi apenas um dialeto, mas era singularmente a possessão comum de todos aqueles que falavam grego no período pós-clássico. Várias tentativas foram empreendidas para identificar elementos locais ou provinciais no koinê, mas nada foi encontrado que recebesse aprovação geral dos estudiosos. Certas palavras, no entanto, ou certos significados têm sido identificados como peculiar ao Egito ou Síria e Ásia Menor, mas não há uma distinção clara entre o Koinê egípcio e o sírio como há entre dialetos antigos, como, por exemplo, entre o ático e o dórico. A fonte principal do Koinê foi o grego ático, mas alguns elementos foram incorporados de outros dialetos, notavelmente o jônico.
O segundo sentido de Koinê é o sentido de linguagem popular. O grego literário do período era mimético. Em geral, pode ser dito que quanto mais culto um autor era, mais aticista era a sua palavra. Se o escritor era alguém popular, diz o escritor de orientação recebida no Egito, ele nunca sentiu a influência do estilo ático. Mas se ele era um intelectual, como Luciano o foi, ele fez aparecer o modelo ático em tudo que escreveu. Entre esses dois extremos não há um abismo vazio. Pelo contrário, todos os graus possíveis de Aticismo podem ser ilustrados a partir de escritores desse período. Nem todos foram igualmente bons aticistas em todos os detalhes. O historiador Deodorus, escritor que usou o koinê, intercambiou eivj e evn, mas se aproximou do uso ático no seu emprego de pri,n comparado com o uso do aticista contemporâneo (de sua época), Dionysius de Halicarnassus. O grego mais comum no Novo Testamento é o grego do Apocalipse; mas seu autor claramente distingue a função de eivj e evn. Lucas é um dos autores mais cultos do Novo Testamento, mas ele confunde as duas preposições. Onde existe variação igual, uma clara divisão entre a literatura e o grego não literário é uma impossibilidade, mas é possível iniciar com a linguagem das massas como é preservada em papiro, depois avançar pelos autores que melhor refletem o vernáculo como aqueles do grego bíblico, Epiteto, Estrabão e Deodorus, e excluir do grupo do grego não literário todos os aticistas declarados.
Este grego não literário foi vigoroso, vivo e renovado com o ritmo da vida diária. Radermacher tem uma grande frase, "O período helenista amou as expressões vivas". Este é um elemento comum de todos os vernáculos. No Koinê isto significa o uso do presente histórico na narrativa, o uso do perfeito com o sentido de presente, uma preferência por superlativos sobre comparativos e por discurso direto de preferência ao discurso indireto. Há um constante superesforço para um destaque característico de qualquer ingênuo, autor iletrado. Um destaque falso como "a mesma coisa", "todo e qualquer", "bem único" guarneciam suas composições; e elas tinham suas reproduções no koinê não literário do período neotestamentário.
O vernáculo preconiza severamente por tal destaque. Esta direção para aquela superabundância de expressões características do jornal moderno como acontece também no grego koinê. Pronomes são usados como substantivos por verbos que não precisam deles; eles são espalhados abundantemente por todas as cláusulas. Glossário parentético apresenta-se em um corpo de sentenças inumeráveis. Preposições e advérbios acumulam-se antes e depois de verbos; verbos compostos são preferidos a formas simples; frases preposicionais substituem o caso simples, etc.
A ênfase forte e a redundância do Koinê são compensadas pela sua simplicidade. Na medida em que é linguagem do povo, carece ou não atende as subtilezas de expressão que satisfez grandes mentes da idade do ouro de literatura grega. A perda do dual e o optativo é devida não somente à "tendência" generalizada da linguagem grega de abandonar inflexão, mas também de limitações de pensamento simplório. A simplicidade do Koinê é devida à sua carência de subtilezas e sofisticação em seus autores. Aquela glória da prosa ática, a abundância de conectivos adequados para expressar as diferenças mínimas na relação de cláusulas, é um dos últimos elementos da linguagem a ser dominado por estudante moderno. No mundo antigo o uso de todas estas conjunções foi além do mercador egípcio e do soldado romano – não somente além de sua habilidade, mas também além de suas necessidades. Portanto, o Koinê conhece poucas conjunções. Sua conjunção favorita é "e", [...]. Cláusulas coordenadas, em grande parte, são de conjunções subordinadas como em muitos outros vernáculos. Se o Koinê lembra o hebraico nessa área, fá-lo por igual razão que sua semelhança Anglo-saxónica.
Mas a linguagem do povo não é totalmente simples e limitada. Na ocasião em que um escritor mais sofisticado (pelo menos na idade de ouro) evitaria a palavra poética e culta na escrita de uma prosa simples, o escritor do Koinê frequentemente usaria uma classe que bem aceitasse o estilo pomposo com o suspiro reverente, "ele conta justamente como um livro!" Há frequentemente um sabor livresco no Koinê; frases poéticas, palavras arcaicas, expressões (tags) sofisticas (cultas) são usadas para dar cor (ao escrito).
Este grego vernacular antigo está longe de evitar descrições paradoxais. Sua linguagem era robusta, porém limitada; vulgar, porém exaltada pela simplicidade; reduzida, porém colorida, e tão variada para fazer todas as generalidades inexatas quando aplicada a si.