Páginas

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

DESCONFORTOS AO TELEFONE

 

Certos procedimentos ao telefone podem trazer muitos incômodos. Eu lhe digo por quê.

O telefone toca; você atende.

O seu interlocutor pergunta: "quem tá falando?". Se você não tiver certa experiência, poderá responder imediatamente dizendo o seu nome. Depois disto você pode não imaginar o que acontece.

Fiz uma pesquisa para saber quantas pessoas cometem aquilo que estou a renegar neste texto. O resultado deixou-me convicto de que deveria trazer este assunto à baila.

De certo modo, nestes tempos de celular é indecoroso alguém telefonar para você não permitindo que o seu visor mostre o número de quem está a ligar para você. Aparece no visor do seu aparelho: "Número confidencial" ou coisa parecida. Se for alguém conhecido, menos mal. E quando é alguém desconhecido? O seu interlocutor não identificado sabe o seu número; às vezes sabe também o seu nome, mas fica a incógnita: "Quem me ligou?".

Antes, minha filha ligava para mim dessa forma: "Número confidencial". Uma vez, eu atendi, mas não era ela. O indivíduo na linha disse-me um bocado de impropérios pensando que estava falando com um tal de "não-sei-quem". Eu tentava dizer que não era o tal, mas ele me mandava a certos lugares que eu não estava muito disposto a freqüentar. Depois daquele telefonema, eu tomei uma resolução: não atender mais a um telefonema se o interessado não se identificar, no mínimo, pelo seu número.

Lembro-me aqui de um episódio, acontecido quando eu morava no Estado das Alagoas, em Arapiraca. Morou em minha casa uma moça que sofreu algumas dores emocionais por atender indevidamente ao telefone. Pois bem, a nossa amiga atendeu ao telefone, coisa lá das 18:00 horas. Perguntaram o nome dela, que prontamente o disse. Pronto! Foi um desmantelo durante algumas horas. Ligavam de instante em instante. A cada vez, diziam coisas impróprias aos delicados ouvidos de uma jovem religiosa. Naquele episódio, algumas vezes eu atendi ao telefone. Fui mandado para várias situações às quais eu nunca me dispus. Foi preciso tirar o telefone do gancho para podermos sossegar naquela noite. Felizmente no outro dia o transtorno não voltou a acontecer.

Desde aquele dia, adotei a prática de, ao ligar para alguém, identificar-me primeiro. Também passei a solicitar que quem liga para mim se identifique de antemão (às vezes esqueço). Na verdade, espera-se que quem liga, diga com quem deseja falar ou que se identifique primeiro. É uma questão de educação mesmo. Se telefono para alguém, por que evitar identificar-me?

Há aqueles que ficam irados quando pedimos sua identidade ao telefone. Alteram imediatamente a voz, quando não dizem desaforos. É impressionante! Em local de trabalho, ligam e já vão perguntando: "Quem tá falando?". E isto na maior autoridade. Por ser lugar de trabalho, às vezes dou um desconto e digo quem está a falar. O impressionante é que logo após a pessoa começa a falar sem se identificar. Já vai pedindo informação, etc. Eu costumo interromper pedindo que a pessoa se identifique. Alguns parecem ficar envergonhados; outros parecem contrariar-se. Parece até que estou pedindo algo agravante. Haja paciência!

Ao celular e em casa, para mim, a situação é diferente. Portanto, quando você ligar para mim, não se chateie se eu lhe pedir que se identifique. Desde que você não se apresente primeiro ou que não diga com quem deseja falar.
 
Willians Moreira

Nenhum comentário: